quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Recortes de jornal e cortes de inteligência 1: Se eu fosse... intelectualmente honesto

A Bola, 27-8-2015, página 46, Rui Gomes da Silva
Por acaso, o que costuma acontecer é a comunicação social atacar o Benfica e proteger o Sporting. Depois do que se passou nas últimas 2 épocas e no princípio desta, é preciso ter muita lata.

O azar do Sporting com as arbitragens

A última coisa que eu quero parecer, ainda por cima no meu primeiro post, é um Pôncio Monteiro, um Rui Gomes da Silva, ou um Pedro Guerra (tentei lembrar-me de um comentador sportinguista que achasse que todos os lances que alguma vez existiram prejudicaram o Sporting e beneficiaram o Porto e o Benfica, mas não me lembrei; se alguém se lembrar de um, que avise).

E não sei se o benefício líquido que o Benfica teve nos últimos dois campeonatos aconteceu porque o Benfica decidiu fazer o mesmo que o Porto tinha feito nos anos 80, 90 e 2000, mas espero que não, porque era sinal que hoje ainda se consegue que uma competição desportiva tenha regras diferentes para diferentes participantes, o que vai completamente contra a lógica de qualquer desporto (não consigo perceber como é que alguém consegue saborear uma vitória que não mostre qualidade ou superioridade sobre os outros, mas capacidade de subversão de regras).

Agora, o que eu sei é que o Jorge Jesus tem tido um azar a que não se habituou nos últimos 6 anos. Por acaso, ou não, parece-me que o Sporting foi prejudicado nos 5 jogos oficiais que já jogou este ano. Tentei fazer uma lista dos lances que me pareceram indiscutivelmente mal ajuizados pelos árbitros nestes jogos, deixando de fora os que são mais discutíveis, como o penalty marcado contra o Sporting no jogo com o Paços de Ferreira. Cheguei a esta lista:

1 - Final Supertaça, Benfica:

. Contra:
- Golo mal invalidado a Gutierrez
- Expulsão perdoada a Sílvio

. A favor:
Penalty por assinalar sobre Gaitan

2 - 1ª Jornada Campeonato, Tondela:

. Contra:
Golo do Tondela em fora-de-jogo e com a mão

. A favor:
Lançamento que dá origem ao penalty a favor do Sporting mal executado

3 - 1ª Mão Playoff Liga dos Campeões, CSKA:

. Contra:
- Penalty por assinalar sobre Bryan Ruiz
- Penalty por assinalar por mão na bola

. A favor:
Nada

4 - 2ª Jornada Campeonato, Paços de Ferreira

. Contra:
- Penalty por assinalar sobre Slimani (que estava em fora-de-jogo)
- Expulsão de João Pereira

. A favor:
Não marcação de fora-de-jogo a Slimani no lance em que sofreu um penalty não assinalado

5 - 2ª Mão Playoff Liga dos Campeões, CSKA:

. Contra:
- Golo com a mão mal validado
- Golo mal anulado a Slimani

. A favor:
Nada

Posso estar a ver tudo de forma parcial, e digam-me se estiver. E, caso contrário, o Sporting ainda pode vir a ser beneficiado durante a época de forma a mais do que compensar estes prejuízos. Mas que, para já, estamos com um grande azar nas arbitragens, isso parece-me evidente.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Ondas verde e vermelha em Aveiro

O Arouca, segundo comunicado do próprio clube, optou por jogar com o Benfica em Aveiro, porque "não poderia deixar passar a oportunidade de obter uma receita muito mais qualitativa e quantitativa". Ao contrário do que aconteceu na época 2013-14, em que o Arouca-Benfica também foi em Aveiro, devido a uns alegados conflitos entre o clube e a Câmara Municipal, desta vez, a decisão é totalmente transparente e regulamentar, porque, entretanto, a Liga decidiu que todos os clubes podem, até um limite de cinco vezes, utilizar um segundo estádio para os seus jogos.

Percebo que se critique o Arouca pela decisão tomada, mas parece-me que a mesma é perfeitamente compreensível. Relativamente ao Benfica, não há nada a apontar. A crítica que há a fazer é à Liga, por criar um regulamento que permite aos clubes abdicarem de uma vantagem a que têm direito (jogar em casa) para receberem mais dinheiro.

O que se espera agora é que o Arouca tome a mesma decisão relativamente a Porto e Sporting. Ouve-se muitas vezes dizer que só o Benfica é que enche estádios, mas estas duas semanas foram boas para verificar que isso não é verdade. O Tondela-Sporting teve 22003 adeptos nas bancadas e o Arouca-Benfica teve 23540, apenas mais 1500, sendo que o Sporting jogou a uma sexta-feira e o Benfica no domingo (à noite, o que também não é o horário ideal).

Claro que, depois, o Braga, se tiver de ir a Arouca, poder-se-á queixar porque não estará a competir nas mesmas condições que os três grandes. E se o Braga também jogar em Aveiro, poder-se-ão queixar o Vitória, o Belenenses, o Paços, etc. Por isso é que esta regra não devia existir, a competição devia ser igual para todos sempre que possível.



P.S. - Segundo julgo saber, o Tondela-Sporting jogou-se em Aveiro porque o estádio do Tondela ainda não está pronto para receber jogos da 1.ª Liga, mas não me surpreenderia se tivessem tomado a mesma decisão que o Arouca e que a venham a tomar com os outros grandes. Nesse caso, aplica-se o mesmo que disse relativamente ao Arouca, naturalmente.

domingo, 23 de agosto de 2015

Sporting 1-1 Paços - Arbitragem - Vídeo


Depois de, na semana passada, o primeiro (e único) amarelo para jogadores do Tondela ter sido mostrado aos 94 minutos, apesar de não teremfaltado oportunidades para o mostrar mais cedo, desta vez, o Paços viu o primeiro amarelo aos 81 minutos de jogo.

Como se pode ver no vídeo abaixo, Manuel Oliveira também teve várias oportunidades para mostrar o amarelo antes disso. No entretanto, mostrou, erradamente, o amarelo a Slimani quando o argelino foi empurrado na área (só não era penálti porque deveria ter sido assinalado fora-de-jogo) e o vermelho a João Pereira. Pelo critério aplicado às faltas não marcadas sobre Slimani, o encosto de João Pereira também não deveria ser falta e, a ser, não justifica o cartão vermelho, porque o avançado do Paços não tinha possibilidades de chegar à bola.


Houve ainda um lance, logo aos 10 minutos, em que um defesa do Paços corta a bola com a mão dentro da grande área. É sempre difícil avaliar a intenção e é verdade que a bola é chutada por João Mário bastante próximo do defesa, mas também se pode argumentar que o defesa pacense não colocou os braços atrás das costas (como manda a prudência) e que aquele corte com o braço veio mesmo a calhar. Em caso de dúvida, a decisão foi contra o Sporting. Claro.


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Maxi Pereira a ser Maxi Pereira I - Vídeo

Aquando da contratação de Maxi Pereira, alguns adeptos portistas mostraram-se preocupados porque, na sua opinião, Maxi passaria a ver muito mais cartões e ser mais vezes expulso de azul-e-branco.

As preocupações desses adeptos pareceram-me não terem grande fundamento e o primeiro jogo do campeonato já veio provar isso mesmo. No Porto 3-0 Vitória SC, Maxi Pereira fez três faltas para cartão amarelo, mas Fábio Veríssimo mostrou-lhe apenas um, como se pode ver no vídeo abaixo.

O primeiro lance é, para mim, o mais escandaloso. Maxi agarra deliberadamente o adversário para travar o contra-ataque. Fábio Veríssimo viu a falta, assinalou, mas decidiu deixar passar o lance com um aviso. O mais curioso é que, dois minutos antes, aos 30', Bouba Saré fez uma entrada dura sobre Imbula e viu logo o amarelo (bem mostrado) sem ter tido direito a qualquer aviso anterior.

O terceiro lance não tem passado nos resumos e, à primeira imagem, não parece ser grave, mas na repetição dá para ver que Maxi pontapeia apenas o adversário por trás. Não tenho a certeza se foi por maldade ou apenas azelhice, mas, de qualquer forma, é uma entrada dura e merecedora de amarelo.



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Transição defensiva à Porto - Vídeo


Estive a ver o Porto 3-0 Vitória SC e acho que os azuis-e-brancos venceram bem e sem grande margem para discussão. Um aspeto que me chamou a atenção foi a forma eficiente de travar os contra-ataques do Vitória: quando um vitoriano ia a fugir demasiado rápido, bastava recorrer à chamada “falta tática”, como foi explicando Luís Freitas Lobo.

Claro que as falas táticas são muito mais eficazes quando nos é permitido fazê-las sem ver cartão. Em cinco, só uma é que deu amarelo, e desconfio que foi só por já ser a segunda feita pelo mesmo jogador: Maxi Pereira, claro.

O vídeo também ajuda a explicar como é que o Porto, com 23 faltas, viu apenas 2 amarelos, enquanto o Vitória viu 3, tendo cometido 10 faltas.