segunda-feira, 31 de agosto de 2015

100% de eficácia

Continuamos com 100% de eficácia nos jogos com prejuízo líquido de arbitragem em 2015/2016. Depois do que se passou nos primeiros 5 jogos da época, neste jogo encontrei estes erros claros:

. Contra:
- Falta não assinalada sobre João Mário que dá origem a um penalty mal assinalado a Adrien
- Penalty não assinalado sobre Slimani (o defesa chega primeiro à bola, mas depois derruba Slimani e impede-o de disputar o lance)

. A favor:
Caso, no primeiro penalty assinalado a favor do Sporting, a bola toque nas costas e não no braço ou no ombro, o penalty é mal assinalado (não consegui perceber nas imagens)

Sempre sonhei ter uma época só com vitórias e fiquei impressionado com o perto que o Porto do Villas-Boas esteve disso (3 empates e 0 derrotas). Não conseguindo lá chegar, pode ser que consigamos ter uma época só com jogos em que somos prejudicados pela arbitragem. Sempre é um recorde.

sábado, 29 de agosto de 2015

Não se arranja uma onda azul para o Arouca?

Esta terça-feira escrevi sobre a ridícula regra que permite aos clubes utilizarem um estádio alternativo para 5 dos seus jogos em casa. Trata-se de abdicar de uma vantagem a que se tem direito para receber mais dinheiro.

Disse também que achei a decisão do Arouca compreensível (a existência da regra é que é incompreensível), mas alertei:

"O que se espera agora é que o Arouca tome a mesma decisão relativamente a Porto e Sporting. Ouve-se muitas vezes dizer que só o Benfica é que enche estádios, mas estas duas semanas foram boas para verificar que isso não é verdade. O Tondela-Sporting teve 22003 adeptos nas bancadas e o Arouca-Benfica teve 23540, apenas mais 1500, sendo que o Sporting jogou a uma sexta-feira e o Benfica no domingo (à noite, o que também não é o horário ideal)."

Ontem, o Presidente do Arouca já veio dizer que a receção ao FC Porto será em Arouca e não em Aveiro. Assim se desvirtua o campeonato. O campeonato é, geralmente, a competição mais justa, porque, ao contrário do que acontece nas taças, todos jogam contra todos e nas mesmas condições. Mas em Portugal não é assim:

i) Todas as equipas deveriam ter 17 jogos em casa e 17 fora, mas não é isso que acontece. Sporting e Benfica já jogaram em campo neutro, contra Tondela e Arouca*, respetivamente. O Porto, pelos vistos, terá de ir jogar a Arouca.

ii) Além disso, a regra dos empréstimos desvirtua a competição porque, por exemplo, o Tondela que o Benfica vai defrontar (sem Murillo, Guzzo e o outro emprestado) não é o mesmo que o Sporting defrontou. Tal como o Sporting há de defrontar um Moreirense privado de Iuri e Palhinha e, por isso, necessariamente mais fraco do que o Moreirense que enfrentará os nossos rivais, algo que acontece com todos os clubes que têm jogadores emprestados.



* Os casos do Tondela e do Arouca são ligeiramente diferentes. O Arouca explicou abertamente que mudou de campo para receber mais dinheiro (algo que, agora, está previsto nos regulamentos), enquanto o Tondela ainda não tem o seu estádio pronto. De qualquer forma, ambas as situações desvirtuam a competição.

Sobre o sorteio

Não foi o pior que nos podia ter saído, mas também está longe de ser o melhor. Lokomotiv e Besiktas implicam duas deslocações muito chatas, enquanto o Skenderbeu parece um clube simpático (espero eu!). Podia era ser mais perto.

Já quanto às datas dos jogos, acho que tivemos sorte.
Por exemplo, antes de ir à Luz, recebemos em casa o Skenderbeu. Era impossível pedir melhor. Nessa semana, o Benfica visita o Galatasaray, num jogo que deverá ser decisivo para o seu apuramento, assumindo que o Atlético fica com o primeiro lugar.
O Sporting joga 5.ª feira e o Benfica 4.ª, é verdade, mas acho que temos condições para preparar melhor o derby do que eles.

Depois de irmos a Moscovo, jogamos com o Belenenses, que não é um adversário fácil, mas que também tem jogo a meio da semana (recebe o Lech Poznan) e vem jogar a nossa casa.

O Benfica tem ainda o azar de ir a Braga logo a seguir à viagem a Astana (nessa semana o Braga recebe o Slovan Liberec), enquanto que o Porto recebe os encarnados depois de ter ido a Kiev e de os benfiquistas terem recebido o Astana.

Claro que isto é tudo no plano teórico. Depois a realidade poderá ser bem diferente, até porque a pré-época do Benfica, com tanta viagem, talvez os tenha preparado para ir a Astana e voltar sem problemas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Blatter responde às críticas do Sporting

Depois das muitas queixas do Sporting em relação às arbitragens que tem tido na Europa, com especial destaque para as palavras de Bruno de Carvalho que diz que quem rouba deve ser preso e que insiste em falar na utilização de 'novas' tecnologias, Blatter decidiu vir, ele próprio, esclarecer qual a posição de quem manda no futebol.

Foi um discurso forte do Presidente da FIFA em que destaco o seguinte:
"A guerra, a violência, o roubo, tudo será permitido. Todos podem agir sem medo de serem castigados, os criminosos serão recompensados pela sua maldade. Sejam tão maus como quiserem e não hesitarei em eliminar todos os que pedirem paz e justiça!"



Quando, no final, ele diz que quer que o seu reino seja o lugar mais abominável de toda a Terra, refere-se ao reino do futebol, naturalmente. E diga-se que o tem conseguido.

A Arte da Guerra segundo Rui Vitória I - Vídeo

Rui Vitória é o autor do livro "A Arte da Guerra para Treinadores" que contém as respostas para questões como: "Como se colocam as peças em campo para assegurar a vitória?" "Qual a atitude do comandante perante a adversidade?" e "Como se eleva a moral das tropas?". O livro é "um manual de estratégia aplicado ao desporto. Conhecendo-se a si próprio como ao inimigo, o comandante levará a sua equipa até à glória, baseando-se na sabedoria, na coragem e no rigor."

Acho, por isso, que vale a pena estar atento à forma como o Comandante Vitória lidera as suas tropas. Este primeiro exemplo é da semana passada, do jogo frente ao Arouca:

O Comandante, aproveitando uma pausa no jogo, chama o Capitão para lhe dar instruções. Depois de várias indicações (que confesso não ter percebido) acompanhadas de muitos gestos, há uma indicação que se percebe perfeitamente:
 - O Eliseu mais vivo!
 Logo de seguida, vemos o capitão virar-se para o lado:
- Eliseu! Mais vivo!



É genial a tática do Comandante Vitória! Uma mensagem simples, mas profunda.

Mas houve mais! No final, o Comandante analisou o que correu mal na estratégia encarnada. Ora vejam:



"Hoje é daqueles dias que parece-me que, por mais que rematássemos, batia sempre em alguém, havia sempre um pé... acho que acaba por ser isso"
"(...) só que isto o futebol é assim [encolhendo os ombros] a bola parecia que batia em tudo o que era jogadores adversários e não entrava"
"Cá estaremos de cabeça levantada"

Isto sim é falar bem, não é como o anterior treinador. O Comandante Vitória sabe usar todos os chavões futebolísticos na perfeição. Força Comandante, essa cabeça bem levantada!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Não foi erro, foi roubo - Vídeo

Há lances em que as decisões erradas da arbitragem se aceitam como erros (quase inevitáveis) para quem tem tarefa tão difícil. Por exemplo, dada a posição em que estavam, acredito que nenhum dos árbitros tenha visto que Doumbia marcou com o cotovelo. Mas há outras decisões erradas que são intencionais. Ontem houve duas: o golo anulado a Slimani e a gestão do tempo de compensação.

- Golo anulado a Slimani


O vídeo não esclarece se a bola ultrapassa completamente a linha de fundo ou não, mas repare-se no movimento do árbitro assistente:
Quando o canto é marcado, ele está alinhado com a linha de fundo, mas logo que a bola é batida, começa a dirigir-se mais para dentro de campo. No vídeo já não se vê o momento em que levanta a bandeirola, mas é certo que, quando o fez, já não estava na posição ideal para ver o lance. De resto, é muito estranho que, estando a ver a bola na iminência de ultrapassar a linha, ele tenha decidido andar para o lado, em vez de ficar no local onde estava no início, que seria o ideal para julgar o lance. Não ficou lá, porque, provavelmente, nem estava a olhar para a bola, estava a olhar para o defesa que está no primeiro poste do CSKA, para se alinhar com ele.

Há uma câmara que, certamente, permitiria esclarecer todas as dúvidas, mas a realização achou que era melhor não a utilizar:
Esta câmara estava na linha de fundo e ali ficou do princípio ao fim da jogada. A realização tem as imagens que permitem esclarecer se a bola saiu. Não querem mostrar.

Tempo de descontos:
O árbitro deu 4 minutos de descontos. João Mário fez falta aos 91:08 (1.ª imagem), Musa foi assistido (2ª imagem), e o jogo só recomeçou aos 92:34 (3.ª imagem) - 1 minuto e 26 segundos de paragem que, segundo as regras, deveriam ser compensados.

Além disso, foi ainda feita uma substituição durante os descontos, o que deveria dar direito a mais 30 segundos de compensação:
 Apesar disso, o árbitro terminou o jogo aos 94:19.


Seria muito difícil que o Sporting conseguisse o golo de que precisava, mesmo que o árbitro tivesse dado os dois minutos a mais que deveria ter dado, (até porque já estava a jogar com 10 elementos), mas esta é uma decisão errada e, claramente, intencional por parte do árbitro.

Recortes de jornal e cortes de inteligência 1: Se eu fosse... intelectualmente honesto

A Bola, 27-8-2015, página 46, Rui Gomes da Silva
Por acaso, o que costuma acontecer é a comunicação social atacar o Benfica e proteger o Sporting. Depois do que se passou nas últimas 2 épocas e no princípio desta, é preciso ter muita lata.