quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Transição defensiva à Porto - Vídeo


Estive a ver o Porto 3-0 Vitória SC e acho que os azuis-e-brancos venceram bem e sem grande margem para discussão. Um aspeto que me chamou a atenção foi a forma eficiente de travar os contra-ataques do Vitória: quando um vitoriano ia a fugir demasiado rápido, bastava recorrer à chamada “falta tática”, como foi explicando Luís Freitas Lobo.

Claro que as falas táticas são muito mais eficazes quando nos é permitido fazê-las sem ver cartão. Em cinco, só uma é que deu amarelo, e desconfio que foi só por já ser a segunda feita pelo mesmo jogador: Maxi Pereira, claro.

O vídeo também ajuda a explicar como é que o Porto, com 23 faltas, viu apenas 2 amarelos, enquanto o Vitória viu 3, tendo cometido 10 faltas.


A intervenção de Bruno de Carvalho

A entrada de Bruno de Carvalho em cena para responder ao Mr. Burns teve, para já, dois efeitos positivos:

- Colocou o foco da discussão em si mesmo. O tweet seguinte do Mr. Burns já foi dirigido ao Presidente do Sporting e ontem talvez tenha sido o primeiro dia no último mês em que se falou mais de Bruno de Carvalho do que de Jesus.

- A Associação de Adeptos Benfiquistas já veio apelar apelar à responsabilidade e contenção. Têm toda a razão, mas desconfio que não haveria apelo nenhum enquanto os ataques a Jorge Jesus continuassem sem resposta. Além das constantes 'notícias' que têm sido lançadas contra JJ, os ataques por escrito de João Gabriel já vêm desde 4 de junho, em que disse que Jesus só estava comprometido com o seu ego e conta bancária, até anteontem quando disse que Jesus é “um deslumbrado que acha que o Mundo gira todo à volta dele”. Bastou uma resposta de Bruno de Carvalho e a Associação de Adeptos Benfiquistas lembrou-se logo que o futebol não é uma guerra.

O lado negativo da declaração de guerra de BdC é que não é possível uma pessoa lutar com um porco sem se sujar também.

Hipocrisia em formato capa de jornal

Na capa d'A Bola de hoje a imagem escolhida é a do lance do penálti não assinalado a favor do Sporting e o jornal diz que:
- Leão impõe-se a russos e árbitros
- Sporting resistiu a armadilhas
- Dois penalties de Vasilli Berezutski, o segundo escandaloso, passaram em claro

No passado sábado, depois de o Sporting ter sofrido um golo marcado em fora-de-jogo e com a mão, A Bola não fez qualquer referência a esse lance na capa, apesar de ter dado eco às declarações de Vítor Paneira que falou em "Lançamento efetuado três metros dentro do campo".







Já o Record, referiu tanto o golo irregular do Tondela, como o do Sporting. Até aqui tudo normal. O que espanta é o tom usado para a capa de hoje. O jornal chama, abertamente, "Bandido" ao árbitro turco, que "fez vista grossa a três lances de penálti!!!" (assim, com um ponto de exclamação por cada penálti referido pelo jornal.)



Alguma vez o Record apelidaria um árbitro português de bandido? Chamaram bandido ao Capela, depois daquela célebre exibição na Luz? Chamaram bandido a Augusto Duarte, Jacinto Paixão, Pinto da Costa, entre outros, depois de ouvir as provas de que são, de facto, bandidos?

Não, em Portugal não há corrupção. No final, os erros são iguais para todos, os três grandes são os mais beneficiados, etc. Lá fora, aí sim, podemos todos insinuar que há corrupção, acusar árbitros, dirigentes, etc, e dizer que tudo é propositado, porque Portugal é um país pequeno e com pouca influência.

Patrocinador para o Sporting


Ontem um atacante do Mónaco foi rasteirado mesmo em frente ao árbitro de baliza que... não viu nada. Os monegascos reagiram com humor, no Twitter, publicando uma imagem do lance, com a legenda: “Se ao menos o 4.º árbitro tivesse uns óculos do nosso patrocinador #AlainAfflelou...”

Dado que o Sporting continua à procura de patrocinador, talvez fosse boa ideia contactar os tipos da Alain Afflelou, é que, no nosso clube, não faltarão ocasiões para lhes fazer referência.
 
 


Em alternativa, podia-se tentar a Gazprom.

Sim, talvez seja melhor. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Patrício responde a Rui Gomes da Silva



Na segunda-feira, enquanto passavam as imagens do golo do Tondela, Rui Gomes da Silva reconheceu, timidamente, que o golo foi marcado com a mão e em fora-de-jogo, mas rapidamente quis mudar de assunto, optando por criticar Rui Patrício. O sempre divertido comentador benfiquista afirmou que “se não jogasse com o Patrício, [o Sporting] tinha mais hipóteses de ganhar mais jogos.” (...) “Eu o ano passado gostava do Fabiano. Não vou ter as mesmas alegrias na baliza do Porto, agora, pelo menos a baliza do Sporting continua a dar-me garantias”.
 
Patrício respondeu no dia seguinte.