sábado, 9 de janeiro de 2016
Pinto da Costa e a escolha do novo treinador
Leonardo Jardim, Marco Silva, Jorge Jesus...
Reparam nalguma coisa em comum nestes nomes? Acho que o Pinto da Costa está a pensar: "Nos últimos anos só tenho feito merda, ora deixa-me cá copiar as escolhas de quem sabe mais disto".
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Record - dualidade de critérios vergonhosa
Há dois anos, com Leonardo Jardim, houve uma altura em que Sporting e Benfica estiveram na frente do campeonato com o mesmo número de pontos. As duas equipas tinham empatado em Alvalade e ainda não tinham disputado o jogo da segunda volta.
Nestas circunstâncias, o regulamento da Liga esclarece claramente que o critério para ordenar as equipas empatadas deve ser o da diferença de golos, em que o Sporting levava vantagem. Apesar disso, o Record decidiu ignorar o regulamento da Liga e foi o único jornal desportivo a colocar o Benfica em 1.º e o Sporting em 2.º.
Não encontro nenhum link para isso no Record, mas encontrei posts do És a nossa fé e outro d'O Artista do Dia sobre esse assunto, escritos na altura:
http://sporting.blogs.sapo.pt/1185298.html
http://oartistadodia.blogspot.com.es/2013/12/explicacao-para-classificacao-do-record.html
Neste momento, Benfica e Porto têm os mesmos pontos e, no jogo do Dragão, o Porto saiu vencedor. No entanto, o Benfica tem melhor diferença de golos. Adivinhem lá qual foi o critério que o Record decidiu utilizar desta vez:
Nestas circunstâncias, o regulamento da Liga esclarece claramente que o critério para ordenar as equipas empatadas deve ser o da diferença de golos, em que o Sporting levava vantagem. Apesar disso, o Record decidiu ignorar o regulamento da Liga e foi o único jornal desportivo a colocar o Benfica em 1.º e o Sporting em 2.º.
Não encontro nenhum link para isso no Record, mas encontrei posts do És a nossa fé e outro d'O Artista do Dia sobre esse assunto, escritos na altura:
http://sporting.blogs.sapo.pt/1185298.html
http://oartistadodia.blogspot.com.es/2013/12/explicacao-para-classificacao-do-record.html
Neste momento, Benfica e Porto têm os mesmos pontos e, no jogo do Dragão, o Porto saiu vencedor. No entanto, o Benfica tem melhor diferença de golos. Adivinhem lá qual foi o critério que o Record decidiu utilizar desta vez:
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
O Porto a fugir (segundo PdC)
Lembram-se disto?
Há quase 2 anos, os adeptos portistas pediam a demissão de Paulo Fonseca. Tal como fizeram no sábado passado, reuniram-se à porta da garagem do Dragão para esperar os jogadores.
Por questões de segurança, a PSP decidiu que os jogadores deveriam sair por cima, para evitar passar pelos adeptos. Na altura, Pinto da Costa não aceitava a decisão:
"[A polícia queria] “Que os jogadores e os dirigentes saíssem pela direita para fugir a qualquer eventual pessoa que estivesse ali e eu recusei-me terminantemente porque nós fazemos o caminho normal, assumimos todas as responsabilidades e não fugimos de ninguém, muito menos dos nossos adeptos. (...)
A polícia (...)
queria que nós saíssemos em sentido contrário para fugir ao contacto com as
pessoas. Nós não fugimos, nós não temos medo!"
Ora, vão lá ver por que lado é que saíram os jogadores do Porto no sábado... Saíram para a direita, em contra mão, tal como a polícia já tinha determinado há 2 anos. Desta vez Pinto da Costa aceitou muito bem a decisão que ele próprio considera ser de quem está a fugir e com medo.
O que será que mudou, entretanto?
a) As saídas para aquele lado estão-se a tornar já um hábito?
b) Aqueles seguranças que empurraram os polícias há dois anos estão todos dentro por causa da Operação Fenix e, assim, o Pinto da Costa já não é tão valente?
b) Aqueles seguranças que empurraram os polícias há dois anos estão todos dentro por causa da Operação Fenix e, assim, o Pinto da Costa já não é tão valente?
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Como o Benfica condiciona as arbitragens
Jorge Sousa teve negativa no dérbi: 2,4.
Razão: não assinalou penálti sobre Luisão (o do Samaris sobre Slimani, por exemplo, não afeta a nota). E a nota ainda pode baixar por causa da agressão do Slimani (mais nenhum lance interessa)
http://www.record.xl.pt/futebol/arbitragem/detalhe/jorge-sousa-levou-negativa-989321.html
João Capela, no jogo do limpinho limpinho, em que o Sporting se queixa de quatro lances na área e tudo foi decidido a favor do Benfica, teve "Bom mais": 3,7.
http://www.record.xl.pt/futebol/arbitragem/detalhe/joao-capela-teve-bom-mais-no-benfica-sporting-818038.html
Marco Ferreira, o único árbitro com quem o Benfica perdeu dois jogos a época passada: foi despromovido.
Razão: não assinalou penálti sobre Luisão (o do Samaris sobre Slimani, por exemplo, não afeta a nota). E a nota ainda pode baixar por causa da agressão do Slimani (mais nenhum lance interessa)
http://www.record.xl.pt/futebol/arbitragem/detalhe/jorge-sousa-levou-negativa-989321.html
Cosme Machado teve negativa no Arouca-Sporting: 2,4.
Razão: Não assinalou o penálti do Naldo
http://www.record.xl.pt/futebol/arbitragem/detalhe/nota-negativa-para-cosme-machado-em-arouca-987058.html
http://www.record.xl.pt/futebol/arbitragem/detalhe/joao-capela-teve-bom-mais-no-benfica-sporting-818038.html
Marco Ferreira, o único árbitro com quem o Benfica perdeu dois jogos a época passada: foi despromovido.
Não é por acaso que o Benfica oferece os jantares não só aos árbitros, mas também aos observadores
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
O Caminho de Rui Vitória - Vídeo
Temos, por estes dias, o
privilégio de poder ver e ouvir, todas as semanas, o autor de A Arte da Guerra
para Treinadores a fazer aquilo que melhor sabe: comandar as suas tropas rumo à
vitória. Assim, acho que devemos
aproveitar para aprender com Rui Vitória, até porque me parece que ele não se
manterá no seu atual cargo durante muito tempo.
Já tinha observado como o
Comandante Vitória motiva as suas tropas e analisa o que correu mal na sua estratégia.
Desta vez, trago-vos um vídeo sobre como se deve reagir perante a adversidade.
Ora vejam.
Mensagens fortes do Comandante Vitória:
- Há um caminho.
- O caminho é difícil.
- Mas o caminho vai ser feito.
- Se fosse fácil não seria para ele.
- Ele está vivo.
- Ele está na luta.
- E vai já preparar o próximo jogo.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Põe-te no Carrillo
Há uns tempos escrevi que não acreditava na renovação de Carrillo. Não era uma previsão muito difícil, ainda que, na altura, muita gente mantivesse a esperança.
Comecei a desconfiar quando o jogador e empresário, ainda em julho, começaram a aparecer em público a dizer que estavam muito felizes aqui e queriam renovar e bla bla bla. Nessa altura, não estando o Sporting a dormir, (e basta lembrar as renovações de João Mário, Slimani, entre outros, para se perceber que não estava), era óbvio que o jogador se não tinha ainda renovado, era porque não queria.
Aquele tipo de declarações era apenas uma tentativa de manter a boa imagem do jogador perante os adeptos e atirar a responsabilidade da não renovação para a direção do Sporting, enquanto se arrastava o processo.
Hoje, depois de o Sporting ter explicado detalhadamente tudo o que se passou e de o público de Alvalade ter expressado de forma clara qual o destino que deseja para o peruano, o tipo volta à estratégia anterior:
"A renovação é possível" e "Quero ajudar os meus companheiros".
E o pior é que vai haver quem tente aproveitar isto para criticar a direção do Sporting, novamente.
Comecei a desconfiar quando o jogador e empresário, ainda em julho, começaram a aparecer em público a dizer que estavam muito felizes aqui e queriam renovar e bla bla bla. Nessa altura, não estando o Sporting a dormir, (e basta lembrar as renovações de João Mário, Slimani, entre outros, para se perceber que não estava), era óbvio que o jogador se não tinha ainda renovado, era porque não queria.
Aquele tipo de declarações era apenas uma tentativa de manter a boa imagem do jogador perante os adeptos e atirar a responsabilidade da não renovação para a direção do Sporting, enquanto se arrastava o processo.
Hoje, depois de o Sporting ter explicado detalhadamente tudo o que se passou e de o público de Alvalade ter expressado de forma clara qual o destino que deseja para o peruano, o tipo volta à estratégia anterior:
"A renovação é possível" e "Quero ajudar os meus companheiros".
E o pior é que vai haver quem tente aproveitar isto para criticar a direção do Sporting, novamente.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Vergonha relativa
Já disse que abomino e não percebo porque é que existe qualquer tipo de batota em desportos de competição. Qualquer desporto, quando é inventado, tem como objetivo revelar quem são os melhores praticantes e premiá-los. Ganhar uma competição com batota a mim não me daria nenhum prazer, porque não provava nada sobre a minha capacidade de praticar um desporto. Mas já percebi que nem toda a gente pensa como eu.
É por isso que cresci a detestar o Porto. É óbvio que o crescimento do Porto desde os anos 80 foi baseado em toda a subversão de regras que era possível. Controlavam árbitros, observadores de árbitros, presidentes, treinadores, jogadores, liga, federação, claques, jornalistas, polícias, políticos e talvez até juízes. Com o sucesso que tinham, começaram a ter gosto em ganhar com batota e até acho que, podendo escolher entre ganhar justamente ou com ajuda, preferiam a segunda opção, para mostrarem que podiam. Claro que os adeptos do Porto negam, não falam sobre isto ou dizem que todos os clubes faziam o mesmo, porque é difícil reconhecer que o domínio que conseguiram no futebol português foi obtido de forma injusta, mas quero acreditar que, pelo menos aqueles que não deixam o lado emocional dominá-los completamente, reconhecem que isto aconteceu, mesmo que não o digam.
Nos primeiros anos em que isto aconteceu, não me parece que o Benfica tenha usado o mesmo tipo de estratégias. Comecei a ver futebol na época 1994/1995, a primeira de 5 épocas seguidas em que o Porto ganhou o campeonato e, desde aí e até Jorge Jesus chegar, o Benfica só ganhou um campeonato, em 2004/2005. Se fizeram batota, tiveram muito pouco jeito, porque ganharam pouco com isso. Nos últimos dois anos, fiquei muito mal impressionado com a proteção que o Benfica teve das arbitragens, principalmente no princípio das épocas (onde é importante ganhar embalo), com as "lesões" que os jogadores que emprestou a outros clubes tiveram, com a proibição escandalosa da participação do Miguel Rosa e do Deyverson, jogadores que nem sequer estavam emprestados pelo Benfica, em jogos contra si, e agora com as ofertas dadas a todos os árbitros. Há a hipótese de terem achado que a única forma de tirarem o domínio do Porto era imitá-los, mas não há provas conhecidas de que isso tenha acontecido. Das ilegalidades do Porto é que não há dúvida nenhuma.
E o Sporting, não tem comportamentos deste género? Desde que eu comecei a ver futebol, se tem, não têm tido grande efeito. Houve algumas épocas em que, no geral, o Sporting foi muito prejudicado pelas arbitragens, como a de 1998/1999 (a de Mirko Jozic e do luto), a de 2013/2014 (a de Leonardo Jardim) e esta, até agora. E há uma época em que há a hipótese de ter sido mais beneficiado do que prejudicado, a de 2001/2002 (a primeira de Lazlo Boloni), mesmo se o argumento que muitas pessoas usam para o provar seja muito pouco inteligente (o que interessa não é o número de penalties assinalados, é o saldo entre o número de penalties mal assinalados e aqueles que ficaram por assinalar). Nestes anos todos, consigo lembrar-me de dois erros muito evidentes a favor do Sporting: o penalty mal assinalado sobre o Jardel, em 2001/2002, e a bola que o Ricardo defendeu dentro da baliza, em 2005/2006. Há mais, de certeza, mas o fato de ser difícil lembrar-me deles deve querer dizer alguma coisa (para além de eu ser sportinguista, espero eu).
E é aqui que eu queria chegar: há uma exceção. O que o Paulo Pereira Cristovão fez, ou tentou fazer, não pode ser feito. Acho que, nesta altura, já não há dúvidas nenhumas sobre o que aconteceu: antes de um Sporting - Marítimo, para a Taça de Portugal de 2011/2012, mandou um colaborador ir à Madeira depositar 2000€ na conta do árbitro auxiliar José Cardinal, que estava nomeado para o jogo. Depois, fez uma denúncia anónima ao Sporting sobre o depósito, que a transmitiu à Federação, que substituiu o árbitro auxiliar por outro. O Sporting, presidido por Godinho Lopes, não o demitiu, espero que por acreditar na inocência dele, mas ele suspendeu as suas funções quando se soube do caso e acabou por se demitir sem voltar ao ativo. O que aconteceu foi inético, ilegal e envergonha os sportinguistas (espero eu), que gostavam que isto nunca tivesse acontecido.
Mas, sendo muito mau, não foi corrupção. Com este comportamento, o Paulo Pereira Cristovão não tentou que o Sporting fosse beneficiado. O objetivo deste esquema era a substituição do árbitro assistente (e não do árbitro principal) por outro, que, pelo menos que se saiba, não seria pressionado para beneficiar nem prejudicar o Sporting. Claro que, se um clube fizesse isto com todos os árbitros e árbitros auxiliares de que não gosta, acabaria por só ser arbitrado por árbitros que considera amigos, mas estamos a falar de um único árbitro assistente (e o Paulo Pereira Cristovão deve ter-se lembrado do penalty por uma bola com o peito fora da área, que resultou no segundo amarelo ao Pedro Silva, assinalado contra o Sporting por José Cardinal, a 50 metros do lance, na final da Taça da Liga de 2008/2009).
Mais uma vez, claro que esta estratégia é inaceitável e espero que nunca mais seja usada no Sporting, mas não punha o Sporting em vantagem sobre o Marítimo. O árbitro e os árbitros auxiliares que foram a jogo não estavam pressionados de maneira nenhuma para beneficiarem qualquer das equipas. Tanto que a acusação sobre Paulo Pereira Cristovão não tem nada a ver com corrupção: chama-se denúncia caluniosa e consiste em acusar alguém que se sabe estar inocente com o objetivo de que seja castigado. Corrupção foi o que o Porto fez quando deu dinheiro ao Jacinto Paixão ou quando pagou uma viagem ao Carlos Calheiros.
Com o que se passa agora entre Benfica e Sporting, este caso vai ser mencionado muitas vezes. Temos que reconhecer que existiu, mostrar que nos envergonha, mas explicar o que aconteceu. Não podemos deixar pessoas como o Pedro Guerra falar disto como se fosse uma prova de que o Sporting é um clube batoteiro sem lhes responder. A ideia deles é serem propositadamente desonestos intelectualmente, e o nosso papel é mostrar que percebemos o que estão a fazer.
É por isso que cresci a detestar o Porto. É óbvio que o crescimento do Porto desde os anos 80 foi baseado em toda a subversão de regras que era possível. Controlavam árbitros, observadores de árbitros, presidentes, treinadores, jogadores, liga, federação, claques, jornalistas, polícias, políticos e talvez até juízes. Com o sucesso que tinham, começaram a ter gosto em ganhar com batota e até acho que, podendo escolher entre ganhar justamente ou com ajuda, preferiam a segunda opção, para mostrarem que podiam. Claro que os adeptos do Porto negam, não falam sobre isto ou dizem que todos os clubes faziam o mesmo, porque é difícil reconhecer que o domínio que conseguiram no futebol português foi obtido de forma injusta, mas quero acreditar que, pelo menos aqueles que não deixam o lado emocional dominá-los completamente, reconhecem que isto aconteceu, mesmo que não o digam.
Nos primeiros anos em que isto aconteceu, não me parece que o Benfica tenha usado o mesmo tipo de estratégias. Comecei a ver futebol na época 1994/1995, a primeira de 5 épocas seguidas em que o Porto ganhou o campeonato e, desde aí e até Jorge Jesus chegar, o Benfica só ganhou um campeonato, em 2004/2005. Se fizeram batota, tiveram muito pouco jeito, porque ganharam pouco com isso. Nos últimos dois anos, fiquei muito mal impressionado com a proteção que o Benfica teve das arbitragens, principalmente no princípio das épocas (onde é importante ganhar embalo), com as "lesões" que os jogadores que emprestou a outros clubes tiveram, com a proibição escandalosa da participação do Miguel Rosa e do Deyverson, jogadores que nem sequer estavam emprestados pelo Benfica, em jogos contra si, e agora com as ofertas dadas a todos os árbitros. Há a hipótese de terem achado que a única forma de tirarem o domínio do Porto era imitá-los, mas não há provas conhecidas de que isso tenha acontecido. Das ilegalidades do Porto é que não há dúvida nenhuma.
E o Sporting, não tem comportamentos deste género? Desde que eu comecei a ver futebol, se tem, não têm tido grande efeito. Houve algumas épocas em que, no geral, o Sporting foi muito prejudicado pelas arbitragens, como a de 1998/1999 (a de Mirko Jozic e do luto), a de 2013/2014 (a de Leonardo Jardim) e esta, até agora. E há uma época em que há a hipótese de ter sido mais beneficiado do que prejudicado, a de 2001/2002 (a primeira de Lazlo Boloni), mesmo se o argumento que muitas pessoas usam para o provar seja muito pouco inteligente (o que interessa não é o número de penalties assinalados, é o saldo entre o número de penalties mal assinalados e aqueles que ficaram por assinalar). Nestes anos todos, consigo lembrar-me de dois erros muito evidentes a favor do Sporting: o penalty mal assinalado sobre o Jardel, em 2001/2002, e a bola que o Ricardo defendeu dentro da baliza, em 2005/2006. Há mais, de certeza, mas o fato de ser difícil lembrar-me deles deve querer dizer alguma coisa (para além de eu ser sportinguista, espero eu).
E é aqui que eu queria chegar: há uma exceção. O que o Paulo Pereira Cristovão fez, ou tentou fazer, não pode ser feito. Acho que, nesta altura, já não há dúvidas nenhumas sobre o que aconteceu: antes de um Sporting - Marítimo, para a Taça de Portugal de 2011/2012, mandou um colaborador ir à Madeira depositar 2000€ na conta do árbitro auxiliar José Cardinal, que estava nomeado para o jogo. Depois, fez uma denúncia anónima ao Sporting sobre o depósito, que a transmitiu à Federação, que substituiu o árbitro auxiliar por outro. O Sporting, presidido por Godinho Lopes, não o demitiu, espero que por acreditar na inocência dele, mas ele suspendeu as suas funções quando se soube do caso e acabou por se demitir sem voltar ao ativo. O que aconteceu foi inético, ilegal e envergonha os sportinguistas (espero eu), que gostavam que isto nunca tivesse acontecido.
Mas, sendo muito mau, não foi corrupção. Com este comportamento, o Paulo Pereira Cristovão não tentou que o Sporting fosse beneficiado. O objetivo deste esquema era a substituição do árbitro assistente (e não do árbitro principal) por outro, que, pelo menos que se saiba, não seria pressionado para beneficiar nem prejudicar o Sporting. Claro que, se um clube fizesse isto com todos os árbitros e árbitros auxiliares de que não gosta, acabaria por só ser arbitrado por árbitros que considera amigos, mas estamos a falar de um único árbitro assistente (e o Paulo Pereira Cristovão deve ter-se lembrado do penalty por uma bola com o peito fora da área, que resultou no segundo amarelo ao Pedro Silva, assinalado contra o Sporting por José Cardinal, a 50 metros do lance, na final da Taça da Liga de 2008/2009).
Mais uma vez, claro que esta estratégia é inaceitável e espero que nunca mais seja usada no Sporting, mas não punha o Sporting em vantagem sobre o Marítimo. O árbitro e os árbitros auxiliares que foram a jogo não estavam pressionados de maneira nenhuma para beneficiarem qualquer das equipas. Tanto que a acusação sobre Paulo Pereira Cristovão não tem nada a ver com corrupção: chama-se denúncia caluniosa e consiste em acusar alguém que se sabe estar inocente com o objetivo de que seja castigado. Corrupção foi o que o Porto fez quando deu dinheiro ao Jacinto Paixão ou quando pagou uma viagem ao Carlos Calheiros.
Com o que se passa agora entre Benfica e Sporting, este caso vai ser mencionado muitas vezes. Temos que reconhecer que existiu, mostrar que nos envergonha, mas explicar o que aconteceu. Não podemos deixar pessoas como o Pedro Guerra falar disto como se fosse uma prova de que o Sporting é um clube batoteiro sem lhes responder. A ideia deles é serem propositadamente desonestos intelectualmente, e o nosso papel é mostrar que percebemos o que estão a fazer.
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