Temos, por estes dias, o
privilégio de poder ver e ouvir, todas as semanas, o autor de A Arte da Guerra
para Treinadores a fazer aquilo que melhor sabe: comandar as suas tropas rumo à
vitória. Assim, acho que devemos
aproveitar para aprender com Rui Vitória, até porque me parece que ele não se
manterá no seu atual cargo durante muito tempo.
Rui Vitória é o autor do livro "A Arte da Guerra para Treinadores" que contém as respostas para questões como: "Como se colocam as peças em campo para assegurar a vitória?" "Qual a atitude do comandante perante a adversidade?" e "Como se eleva a moral das tropas?". O livro é "um manual de estratégia aplicado ao desporto. Conhecendo-se a si próprio como ao inimigo, o comandante levará a sua equipa até à glória, baseando-se na sabedoria, na coragem e no rigor."
Acho, por isso, que vale a pena estar atento à forma como o Comandante Vitória lidera as suas tropas. Este primeiro exemplo é da semana passada, do jogo frente ao Arouca:
O Comandante, aproveitando uma pausa no jogo, chama o Capitão para lhe dar instruções. Depois de várias indicações (que confesso não ter percebido) acompanhadas de muitos gestos, há uma indicação que se percebe perfeitamente:
- O Eliseu mais vivo!
Logo de seguida, vemos o capitão virar-se para o lado:
- Eliseu! Mais vivo!
É genial a tática do Comandante Vitória! Uma mensagem simples, mas profunda.
Mas houve mais! No final, o Comandante analisou o que correu mal na estratégia encarnada. Ora vejam:
"Hoje é daqueles dias que parece-me que, por mais que rematássemos, batia sempre em alguém, havia sempre um pé... acho que acaba por ser isso"
"(...) só que isto o futebol é assim [encolhendo os ombros] a bola parecia que batia em tudo o que era jogadores adversários e não entrava"
"Cá estaremos de cabeça levantada"
Isto sim é falar bem, não é como o anterior treinador. O Comandante Vitória sabe usar todos os chavões futebolísticos na perfeição. Força Comandante, essa cabeça bem levantada!