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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Saem dois sumaríssimos para o Renato - Vídeo

Foram duas as agressões de Renato Sanches no jogo frente ao Belenenses. A primeira, curiosamente, é na jogada que dá o primeiro golo do Benfica. Em nenhuma delas o árbitro assinalou falta, o que significa que não terá visto, pelo que isto é matéria para ser analisada pela Comissão Disciplinar.

E, se no caso da cotovelada, o Renato até tem a bola, no primeiro caso, a bola está a 10 metros de distância quando o Renato decide pontapear o adversário.






quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Record - dualidade de critérios vergonhosa

Há dois anos, com Leonardo Jardim, houve uma altura em que Sporting e Benfica estiveram na frente do campeonato com o mesmo número de pontos. As duas equipas tinham empatado em Alvalade e ainda não tinham disputado o jogo da segunda volta.
Nestas circunstâncias, o regulamento da Liga esclarece claramente que o critério para ordenar as equipas empatadas deve ser o da diferença de golos, em que o Sporting levava vantagem. Apesar disso, o Record decidiu ignorar o regulamento da Liga e foi o único jornal desportivo a colocar o Benfica em 1.º e o Sporting em 2.º.

Não encontro nenhum link para isso no Record, mas encontrei posts do És a nossa fé e outro d'O Artista do Dia sobre esse assunto, escritos na altura:
http://sporting.blogs.sapo.pt/1185298.html
http://oartistadodia.blogspot.com.es/2013/12/explicacao-para-classificacao-do-record.html


Neste momento, Benfica e Porto têm os mesmos pontos e, no jogo do Dragão, o Porto saiu vencedor. No entanto, o Benfica tem melhor diferença de golos. Adivinhem lá qual foi o critério que o Record decidiu utilizar desta vez:






quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Como o Benfica condiciona as arbitragens

Jorge Sousa teve negativa no dérbi: 2,4.
Razão: não assinalou penálti sobre Luisão (o do Samaris sobre Slimani, por exemplo, não afeta a nota). E a nota ainda pode baixar por causa da agressão do Slimani (mais nenhum lance interessa)

http://www.record.xl.pt/futebol/arbitragem/detalhe/jorge-sousa-levou-negativa-989321.html   
Cosme Machado teve negativa no Arouca-Sporting: 2,4. 
Razão: Não assinalou o penálti do Naldo 

http://www.record.xl.pt/futebol/arbitragem/detalhe/nota-negativa-para-cosme-machado-em-arouca-987058.html

João Capela, no jogo do limpinho limpinho, em que o Sporting se queixa de quatro lances na área e tudo foi decidido a favor do Benfica, teve "Bom mais": 3,7.

http://www.record.xl.pt/futebol/arbitragem/detalhe/joao-capela-teve-bom-mais-no-benfica-sporting-818038.html


















Marco Ferreira, o único árbitro com quem o Benfica perdeu dois jogos a época passada: foi despromovido.


Não é por acaso que o Benfica oferece os jantares não só aos árbitros, mas também aos observadores

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O Caminho de Rui Vitória - Vídeo

Temos, por estes dias, o privilégio de poder ver e ouvir, todas as semanas, o autor de A Arte da Guerra para Treinadores a fazer aquilo que melhor sabe: comandar as suas tropas rumo à vitória. Assim, acho que devemos aproveitar para aprender com Rui Vitória, até porque me parece que ele não se manterá no seu atual cargo durante muito tempo.

Já tinha observado como o Comandante Vitória motiva as suas tropas e analisa o que correu mal na sua estratégia. Desta vez, trago-vos um vídeo sobre como se deve reagir perante a adversidade. Ora vejam.




Mensagens fortes do Comandante Vitória:
- Há um caminho.
- O caminho é difícil.
- Mas o caminho vai ser feito.
- Se fosse fácil não seria para ele.
- Ele está vivo.
- Ele está na luta.
- E vai já preparar o próximo jogo.
 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Vergonha relativa

Já disse que abomino e não percebo porque é que existe qualquer tipo de batota em desportos de competição. Qualquer desporto, quando é inventado, tem como objetivo revelar quem são os melhores praticantes e premiá-los. Ganhar uma competição com batota a mim não me daria nenhum prazer, porque não provava nada sobre a minha capacidade de praticar um desporto. Mas já percebi que nem toda a gente pensa como eu.

É por isso que cresci a detestar o Porto. É óbvio que o crescimento do Porto desde os anos 80 foi baseado em toda a subversão de regras que era possível. Controlavam árbitros, observadores de árbitros, presidentes, treinadores, jogadores, liga, federação, claques, jornalistas, polícias, políticos e talvez até juízes. Com o sucesso que tinham, começaram a ter gosto em ganhar com batota e até acho que, podendo escolher entre ganhar justamente ou com ajuda, preferiam a segunda opção, para mostrarem que podiam. Claro que os adeptos do Porto negam, não falam sobre isto ou dizem que todos os clubes faziam o mesmo, porque é difícil reconhecer que o domínio que conseguiram no futebol português foi obtido de forma injusta, mas quero acreditar que, pelo menos aqueles que não deixam o lado emocional dominá-los completamente, reconhecem que isto aconteceu, mesmo que não o digam.

Nos primeiros anos em que isto aconteceu, não me parece que o Benfica tenha usado o mesmo tipo de estratégias. Comecei a ver futebol na época 1994/1995, a primeira de 5 épocas seguidas em que o Porto ganhou o campeonato e, desde aí e até Jorge Jesus chegar, o Benfica só ganhou um campeonato, em 2004/2005. Se fizeram batota, tiveram muito pouco jeito, porque ganharam pouco com isso. Nos últimos dois anos, fiquei muito mal impressionado com a proteção que o Benfica teve das arbitragens, principalmente no princípio das épocas (onde é importante ganhar embalo), com as "lesões" que os jogadores que emprestou a outros clubes tiveram, com a proibição escandalosa da participação do Miguel Rosa e do Deyverson, jogadores que nem sequer estavam emprestados pelo Benfica, em jogos contra si, e agora com as ofertas dadas a todos os árbitros. Há a hipótese de terem achado que a única forma de tirarem o domínio do Porto era imitá-los, mas não há provas conhecidas de que isso tenha acontecido. Das ilegalidades do Porto é que não há dúvida nenhuma.

E o Sporting, não tem comportamentos deste género? Desde que eu comecei a ver futebol, se tem, não têm tido grande efeito. Houve algumas épocas em que, no geral, o Sporting foi muito prejudicado pelas arbitragens, como a de 1998/1999 (a de Mirko Jozic e do luto), a de 2013/2014 (a de Leonardo Jardim) e esta, até agora. E há uma época em que há a hipótese de ter sido mais beneficiado do que prejudicado, a de 2001/2002 (a primeira de Lazlo Boloni), mesmo se o argumento que muitas pessoas usam para o provar seja muito pouco inteligente (o que interessa não é o número de penalties assinalados, é o saldo entre o número de penalties mal assinalados e aqueles que ficaram por assinalar). Nestes anos todos, consigo lembrar-me de dois erros muito evidentes a favor do Sporting: o penalty mal assinalado sobre o Jardel, em 2001/2002, e a bola que o Ricardo defendeu dentro da baliza, em 2005/2006. Há mais, de certeza, mas o fato de ser difícil lembrar-me deles deve querer dizer alguma coisa (para além de eu ser sportinguista, espero eu).

E é aqui que eu queria chegar: há uma exceção. O que o Paulo Pereira Cristovão fez, ou tentou fazer, não pode ser feito. Acho que, nesta altura, já não há dúvidas nenhumas sobre o que aconteceu: antes de um Sporting - Marítimo, para a Taça de Portugal de 2011/2012, mandou um colaborador ir à Madeira depositar 2000€ na conta do árbitro auxiliar José Cardinal, que estava nomeado para o jogo. Depois, fez uma denúncia anónima ao Sporting sobre o depósito, que a transmitiu à Federação, que substituiu o árbitro auxiliar por outro. O Sporting, presidido por Godinho Lopes, não o demitiu, espero que por acreditar na inocência dele, mas ele suspendeu as suas funções quando se soube do caso e acabou por se demitir sem voltar ao ativo. O que aconteceu foi inético, ilegal e envergonha os sportinguistas (espero eu), que gostavam que isto nunca tivesse acontecido.

Mas, sendo muito mau, não foi corrupção. Com este comportamento, o Paulo Pereira Cristovão não tentou que o Sporting fosse beneficiado. O objetivo deste esquema era a substituição do árbitro assistente (e não do árbitro principal) por outro, que, pelo menos que se saiba, não seria pressionado para beneficiar nem prejudicar o Sporting. Claro que, se um clube fizesse isto com todos os árbitros e árbitros auxiliares de que não gosta, acabaria por só ser arbitrado por árbitros que considera amigos, mas estamos a falar de um único árbitro assistente (e o Paulo Pereira Cristovão deve ter-se lembrado do penalty por uma bola com o peito fora da área, que resultou no segundo amarelo ao Pedro Silva, assinalado contra o Sporting por José Cardinal, a 50 metros do lance, na final da Taça da Liga de 2008/2009).

Mais uma vez, claro que esta estratégia é inaceitável e espero que nunca mais seja usada no Sporting, mas não punha o Sporting em vantagem sobre o Marítimo. O árbitro e os árbitros auxiliares que foram a jogo não estavam pressionados de maneira nenhuma para beneficiarem qualquer das equipas. Tanto que a acusação sobre Paulo Pereira Cristovão não tem nada a ver com corrupção: chama-se denúncia caluniosa e consiste em acusar alguém que se sabe estar inocente com o objetivo de que seja castigado. Corrupção foi o que o Porto fez quando deu dinheiro ao Jacinto Paixão ou quando pagou uma viagem ao Carlos Calheiros.

Com o que se passa agora entre Benfica e Sporting, este caso vai ser mencionado muitas vezes. Temos que reconhecer que existiu, mostrar que nos envergonha, mas explicar o que aconteceu. Não podemos deixar pessoas como o Pedro Guerra falar disto como se fosse uma prova de que o Sporting é um clube batoteiro sem lhes responder. A ideia deles é serem propositadamente desonestos intelectualmente, e o nosso papel é mostrar que percebemos o que estão a fazer.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O que receberá o árbitro do Benfica-Sporting?

É que, se o Benfica deixar de oferecer a camisola e os jantares, entao estará implicitamente a assumir que há algo de errado com tais ofertas.

Como por cá nunca se passa nada e nao há vergonha na cara, sao bem capazes de continuar a oferecê-las, o que fará com que a discussao sobre o assunto se prolongue e deixará os árbitros pouco confortáveis perante tais ofertas.

Fez bem Bruno de Carvalho em denunciar a situaçao. E o timing também me parece ter sido bem escolhido (nao sabendo há quanto tempo é que o Presidente tinha esta informaçao em sua posse).

P.S. - Este teclado nao tem o til.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Ondas verde e vermelha em Aveiro

O Arouca, segundo comunicado do próprio clube, optou por jogar com o Benfica em Aveiro, porque "não poderia deixar passar a oportunidade de obter uma receita muito mais qualitativa e quantitativa". Ao contrário do que aconteceu na época 2013-14, em que o Arouca-Benfica também foi em Aveiro, devido a uns alegados conflitos entre o clube e a Câmara Municipal, desta vez, a decisão é totalmente transparente e regulamentar, porque, entretanto, a Liga decidiu que todos os clubes podem, até um limite de cinco vezes, utilizar um segundo estádio para os seus jogos.

Percebo que se critique o Arouca pela decisão tomada, mas parece-me que a mesma é perfeitamente compreensível. Relativamente ao Benfica, não há nada a apontar. A crítica que há a fazer é à Liga, por criar um regulamento que permite aos clubes abdicarem de uma vantagem a que têm direito (jogar em casa) para receberem mais dinheiro.

O que se espera agora é que o Arouca tome a mesma decisão relativamente a Porto e Sporting. Ouve-se muitas vezes dizer que só o Benfica é que enche estádios, mas estas duas semanas foram boas para verificar que isso não é verdade. O Tondela-Sporting teve 22003 adeptos nas bancadas e o Arouca-Benfica teve 23540, apenas mais 1500, sendo que o Sporting jogou a uma sexta-feira e o Benfica no domingo (à noite, o que também não é o horário ideal).

Claro que, depois, o Braga, se tiver de ir a Arouca, poder-se-á queixar porque não estará a competir nas mesmas condições que os três grandes. E se o Braga também jogar em Aveiro, poder-se-ão queixar o Vitória, o Belenenses, o Paços, etc. Por isso é que esta regra não devia existir, a competição devia ser igual para todos sempre que possível.



P.S. - Segundo julgo saber, o Tondela-Sporting jogou-se em Aveiro porque o estádio do Tondela ainda não está pronto para receber jogos da 1.ª Liga, mas não me surpreenderia se tivessem tomado a mesma decisão que o Arouca e que a venham a tomar com os outros grandes. Nesse caso, aplica-se o mesmo que disse relativamente ao Arouca, naturalmente.